"Restava-me o amparo dos livros" - José Jorge Letria

sábado, 26 de junho de 2010

Para a pessoa especial

Perco a fala e reage o silêncio quando o que o coração sente não se sabe explicar.
Perdi horas, escrevi linhas em vão. Apaguei-as e rasguei páginas e espalhei folhas no meu quarto tão humilde na presença de tanto sentimento.
Fecho os olhos, abro o coração e divago pela mente. Procuro motivos, sensações e razões. Um conjunto de paradigmas que se sobrepõem ao que é comum. Desbravo a gramática própria e imprópria para explicar o que não tem explicação.
Não encontro as letras capazes de formar as palavras perfeitas para o motivo da presença do vocábulo que une o Eu ao Tu.
Apenas é-me possível mostrar por gestos, sorrisos que o sentimento está presente mesmo que as palavras não estejam.
Posso ficar muda mas o coração não se calará.

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