"Restava-me o amparo dos livros" - José Jorge Letria

sábado, 2 de março de 2013

Chocolate - Joanne Harris

É a primeira vez que leio um livro depois de já ter visto o filme, porque normalmente evito livros dos quais já conheço a história, simplesmente não me sinto entusiasmada quando o faço, e acabo sempre por desistir da leitura.
Neste não aconteceu o mesmo, talvez por já ter visto o filme há muito tempo e só por me relembrar de algumas partes. O que nem me deixa compará-los.


Gostei de provar este Chocolate e fiquei interessada em ler os livros que se seguem, tendo um já na estante e outro na minha wishlist.

As personagens são interessantes, começando na protagonista, passando pela Armande e terminando no Vigário Reynaud, este último é certamente desconcertante e chato. Lembro-me que no filme o romance entre a protagonista e Roux estava muito mais saliente, no livro mal se nota que existe qualquer coisa entre os dois. Mas n-ao considero isto um ponto negativo. Acho que esse romance não contribui muito para o desenrolar da história, pelo menos neste livro. Quem sabe se nos próximos não serei surpreendida?

Sinopse:

Quando Joanne Harris idealizou a pequena aldeia de Lansquenet-sur-Tannes e nela criou o cenário para o seu romance "Chocolate", não imaginava decerto o sucesso que este viria a ter. Só em Portugal o livro vendeu mais de vinte e cinco mil exemplares e agora que estreou o filme de Lasse Hallström, nomeado para três Oscars da Academia, o romance veio a ganhar um novo fôlego. 
Vianne é uma mãe solteira que chega à pequena aldeia, com a sua filha, e ali abre uma chocolataria. Os capítulos alternados, ora com a voz de Vianne, ora com a do padre Reynaud (ao contrário do filme, no livro é este que quer fechar esta loja das tentações), criam uma grande tensão dramática. 
" "Todos nós somos divididos interiormente" diz Joanne. " O Padre Reynaud é uma espécie de anoréctico. Recusa-se a comer e tortura-se a si próprio ficando horas em frente à montra do talho. É repressivo, a sua severidade para com os outros baseia-se no facto de se odiar profundamente." (citada pela revista (livros), nº 19) 
É contra este pensamento que "Chocolate" se insurge, defendendo os pequenos prazeres da vida, neste caso os gastronómicos, e o direito à diferença, numa pequena aldeia, fechada ao que vem de fora, (também os ciganos, que ali aparecem, com as suas músicas e outro tipo de vida, são votados ao ostracismo), e que, de certa forma, põe em causa o poder instalado.







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