"Restava-me o amparo dos livros" - José Jorge Letria

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O Tigre Branco - Aravind Adiga

Terminei este livro na quinta e, como há muito não acontecia, fiquei triste por ter acabado. Prendi-me à personagem de uma forma que não a queria largar. E não só, o autor, faz com que os espaços, os acontecimentos sejam tal e qual como ele os descreve. Tem personagens fantásticas que nos mostram a índia tal e qual como ela é, ou seja, aquilo que não nos mostram ou que evitam comentar.
A personagem principal/narrador, é diferente dos que estamos habituados a lidar, principalmente para quem lê romances em que as personagens principais são puras, simples, belas, e corajosas. Esta personagem é complicada e por vezes um pouco sinistra. Talvez até mais real do que as que estamos habituados a ler.
O autor, não aposta no suspense, porque vai dando pistas, não totais mas que nos fazem querer saltar para as próximas páginas e descobrir cada pormenor. Adorei o livro. E aconselho a todos.

Sinopse:

O Tigre Branco arrebatou por unanimidade o Man Prémio Booker Prize de 2008, um dos mais prestigiados galardões literários a nível mundial. Ainda antes da sua nomeação para o prémio, O Tigre Branco era já apontado como um dos melhores romances do ano e Aravinda Adiga como uma grande revelação e um extraordinário romancista. A shortlist para o Booker era composta por candidatos muito fortes, muito embora O Tigre Branco tenha conquistado o júri a uma só voz. Romance de estreia, entrou de imediato nas preferências dos críticos, que o classificaram como "uma estreia brilhante e extraordinária". O livro revela uma Índia ainda muito pouco explorada pela ficção, a Índia negra, violenta e exuberante das desigualdades socioculturais. Toda a obra é uma longa carta dirigida ao Primeiro-Ministro chinês, escrita ao longo de sete noites. O autor da carta apresenta-se como o tigre branco do título, e auto-denomina-se um "empreendedor social". Descrevendo a sua notável ascensão de pobre aldeão a empresário e empreendedor social, o autor da carta, Balram, acaba por fazer uma denúncia mordaz das injustiças e peculiaridades da sociedade indiana. Fica assim feito o retrato de uma sociedade brutal, impiedosa, em que as injustiças se perpetuam geração após geração, como uma ladainha que se entoa incessantemente ao ritmo de uma roda de orações. São muito poucos os animais que conseguem abrir um buraco na vedação e escapar ao destino do cárcere eterno. O Tigre Branco é um deles.

A ler: O Protector de Madeline Hunter

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