"Restava-me o amparo dos livros" - José Jorge Letria

domingo, 3 de novembro de 2013

Cosmética do Inimigo - Amélie Nothomb

Uma opinião já um pouquinho atrasada mas cá vai.

Por vezes olho para a estante e penso: "Não tenho nada de jeito para ler...". Isto porque há vezes em que não me apetece ler um "calhamaço" ou os tipicos romances cor-de-rosa.
É assim, que pego em livros pouco conhecidos. Tenho livros que têm má reputação ainda antes de eu pegar neles, ou mesmo antes de ler uma opinião sobre eles. E isto é um crime literário muito grave. e já estou a cumprir a pena.
Tenho tentado ser menos selectiva nas leituras e dou oportunidades a escritores de quem nunca tinha ouvido falar. Como é o caso de Amélie Nothomb. E fiquei bastante surpreendida.
Saí da minha zona conforto. A Cosmética do Inimigo é um livro aparentemente chato. Começando pela capa e terminado no espaço onde se dá a trama. Quem se lembraria de relatar numa conversa, aparentemente, de circuntância num aeroporto? Onde uma personagem não se cala e a outra não faz intenções de ouvir metade da conversa.
As questões que me fizeram continuar a ler foi: "A que inimigo se refere o titulo?" "O quererá a escritóra transmitir?". E ainda bem que senti esta curiosidade. porque existiram momentos realmente inesperados e chocantes.

Sinto que creci um pouco mais literalmente. Portanto aconselho.




sexta-feira, 25 de outubro de 2013

1.º Parágrafo - Às minhas filhas, Elizabeth Noble

"Minhas queridas filhas, 

Apesar das minhas tendências controladoras, não há muitas regras no que ao funeral diz respeito. Façam-no o mais cedo possível, está bem? É uma coisa a despachar quanto antes. A Lisa sabe quais são as músicas, se forem capazes de aguentar o que escolhi.Já falámos a cerca do funeral: sabem que não quero lá mais ninguém além de vocês, sabem qual é o caixão e sabem qual é o fato fabuloso que quero levar vestido. Gostaria que lessem este poema, que eu adoro. Graças a Deus pelas insónias e pela internet, caso contrário nunca o teria descoberto e vocês ficariam agarradas a qualquer coisa horrorosa. O poema deve ser lido por alguém que consiga fazê-lo sem chorar, porque essa é a minha regra principal. Nada de choros, por favor. Se forem capazes. Ah, e nada de preto. Vistam a coisa mais garrida que encontrarem no vosso roupeiro. Bem sei que ambas as coisas são clichés. mas é melhor o cliché garrido do que o cliché sombrio. E tentem fazer com que haja sol (embora reconheça que isso talvez não seja algo que possam controlar). Não vou pôr-me com pieguices nesta carta, verdadeiramente pragmática, mas atrevo-me a dizer que haverá mais cartas. Tenho outras coisas para dizer - anuncia ela ameaçadoramente -, se viver tempo suficiente para as escrever... (Não adoram o humor das doenças terminais).

in Às Minhas Filhas de Elizabeth Noble, página 9

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Às Minhas Filhas - Elizabeth Noble

Este é daqueles livros que me estava a cativar imenso, a história de 4 irmãs totalmente diferentes que ficam sem a mãe. 

Hannah, a irmã adolescente que ficou sem a mãe na altura em que mais precisava dela para ser orientada. Comete erros típicos da idade, dos quais o pai não sabe como proceder. Hannah não me disse muito, talvez pela sua faixa etária.

Amanda, a segunda mais nova. É a irmã mais afastada mas ao mesmo tempo a que mais precisa da família. Antes de morrer a mãe deixa uma carta a cada filha, e a da Amanda deixa-a trastornada. Segredos nunca revelados. No entanto, acho que este segredo podia ter sido muito mais explorado. Merecia melhor.

Jennifer, a irmã certinha. A autora tenta no inicio do livro, que o leitor goste menos desta personagem. Mas isso não foi o que aconteceu comigo. Depois da desilusão que apanhei com a irmã mais velha, a Jennifer passou a ser a minha preferida. Esta personagem sofre um drama no casamento

Lisa a mais velha. A mais parecida com a mãe. Talvez a preferida da mãe, embora não seja referido. Era a minha preferida, mas desiludiu-me imenso e detestei o final que lhe foi dado.

As personagens masculinas todas impecáveis. Mark, o pai/padrasto ideal. Stephen, marido de Jennifer, tem os seus defeitos mas acabei por compreende-lo e aceita-lo tal como é. O Andy, é o namorado da Lisa. Um homem que todas as mulheres querem na sua vida mas há algumas que não o merecem.... mais não digo.

Resumindo, estava a gostar imenso até chegar ao final.  Faltou resolver o assunto de uma das irmãs, e como já disse dava outro fim à Lisa.




sábado, 12 de outubro de 2013

Rainha Branca - Philippa Gregory

Finalmente consegui vir ao meu blogue. Já tinha saudades disto. Peço desculpa por este tempo todo sem dar novidades.

Bem, hoje trago-vos a opinião da Rainha Branca de Philippa Gregory.

Sou fã de Romances Históricos, já devo ter referido algures aqui no blogue. Tal como adoro ler sobre Inglaterra.
Já estava há uns anos a pensar em adquirir um livro desta autora.As criticas eram óptimas e a temática ideal. E finalmente consegui.

A Rainha Branca não me surpreendeu porque já esperava um livro bom.
As personagens, quase todas reais conseguiram criar laços comigo. Senti-me muitas vezes uma delas.
A dita Rainha,deixou-me um pouco dividida. Será que posso dizer que senti uma espécie de amor-ódio por ela?
Muitas das suas atitudes produziram, em mim, um efeito nervoso e raivoso. Achei-a manipuladora e demasiado materialista, as suas qualidades e sentimentos ficaram ofuscados pela sua ganância. Será que só eu fiquei com esta sensação? Foi sem dúvida, uma mulher forte, determinada, que sabe o que quer, mas ao ponto de deixar que os seus sofram?

Em relação à escrita, está claramente boa. É envolvente e informativa no que diz respeito à Guerra dos Primos. E para conhecer esta guerra, é necessário referir alguns pormenores relevantes. Eu gosto quando isto acontece.

Terei para breve outras leituras desta escritora.


Ps: deixei de colocar a sinopse porque, raramente as leio.

domingo, 29 de setembro de 2013



Só mais uma semaninha e publico as opiniões em falta. Peço, desde já imensas desculpas.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

1.º Parágrafo - A Rainha Branca de Philippa Gregory

 

"O meu pai é Sir Ricardo Woodville, o Barão Rivers, nobre inglês, proprietário de terras e apoiante dos legítimos Reis da Inglaterra, a linha dos Lencastre. A minha mãe descende dos Duques de Borgonha e, assim, possui o sangue aquoso da deusa Melusina, que fundou a casa real da família com o seu extasiado amante ducal, e ainda pode ser encontrada, por vezes, em momentos de grande dificuldade, gritando um aviso sobre os telhados de castelos, quando um filho e herdeiro está a morrer e a família condenada ao fracasso. Ou, pelo menos, é o que dizem os que acreditam em tais coisas"

in A Rainha Branca de Philippa Gregory página 9

Príncipe da Neblina - Carlos Ruiz Záfon

Mais um livro do meu autor favorito. Sim, já lhe dou este papel na minha aventura literária.

Sabendo que este livro faz parte do inicio da sua vida como escritor, não fui com grandes expectativas. Embora tenha sempre um bocadinho mais do que o normal, sendo ele quem é.

O Príncipe da Neblina merece as 4,5 estrelas no goodreads.A escrita continua fluída e misteriosa. O escritor consegue, ao virar das páginas, surpreender sempre um pouquinho mais. Não esperava o final, e é disso que realmente gosto quando leio. De finais que nos deixam de boca aberta. Sei que Záfon ainda tem muito para nos contar sobre este Príncipe. Que venham mais livrinhos para devorar.

Em relação às personagens, são personagens jovens, o que nos faz pensar que talvez o livro esteja mais dedicado a um público mais novo. Mas os acontecimentos alteram um bocadinho essa imagem.
Max, é um aventureiro, qual é o miúdo de 13 anos que se aventura desta forma? Creio que este tipo de heróis há somente nos livros.Acho que este foi o ponto que me deixou mais desconfiada por isso é que lhe dei as 4,5 estrelas e não as 5.


Sinopse:

O primeiro livro da trilogia Neblina.

Um diabólico príncipe que tem a capacidade de conceder e realizar qualquer desejo... a um preço muito elevado.
O novo lar dos Carver, numa remota aldeia da costa sul inglesa, está rodeado de mistério. Respira-se e sente-se a presença do espírito de Jacob, o filho dos antigos donos, que morreu afogado.
As estranhas circunstâncias dessa morte só se começam a perceber à medida que os jovens Max, a irmã Alicia e o amigo Roland vão descobrindo factos muito perturbadores sobre uma misteriosa personagem de seu nome… o Príncipe da Neblina.

1.º Parágrafo - Príncipe da Neblina de Carlos Ruiz Záfon

 


"Passariam muitos anos até que Max esquecesse o Verão em que descobriu, quase por acaso, a magia. Corria o ano de 1943 e os ventos da guerra arrastavam o mundo pela corrente abaixo, inevitavelmente. Em meados de Junho, no dia em que fez treze anos, o pai, relojoeiro e inventor de vez em quando, reuniu a família na sala e anunciou-lhes que aquele era o último dia que passariam na que fora a sua casa nos últimos dez anos. A família mudava-se para a costa, longe da cidade e da guerra, para uma casa junto à praia de uma pequena aldeiazita na orla do Atlântico."

in O Príncipe da Neblina de Carlos Ruiz Záfon página 13

Más Maneiras de sermos Bons Pais - Eduardo Sá

Não tenho muito a dizer em relação a este livro. Só que saí da minha zona de conforto, a ficção, e decidi ler este livro. Primeiro, porque a minha irmã que raramente lê, disse que o leu em 3 dias. E eu pensei, pronto, é pequeno e tal. Mas ela conseguiu dar-me a volta.

Achei a escrita simples e fluída, no entanto achei um bocado repetitivo. Acredito que tenha sido intenção do autor a repetição de certas advertências.Por outro lado, achei que por vezes o autor saiu um pouco do tema que se propunha a discutir.

Sinopse:

O futuro aceita pessoas imperfeitas

Moram, em cada criança, inúmeras histórias verdadeiras, sonhos e ideais. Moram vilões e magos. Moram personagens carinhosas e velhacas. E um ou outro viajante acidental que, de surpresa, lhes deu luz, ou alma ou vida. E episódios. Muitos que magoam. E alguns mágicos. É assim o mundo das crianças. Não é nem cor-de-rosa, nem áspero. Não é bucólico, nem apressado. É igual ao nosso.

Não é verdade que a infância seja o melhor dos mundos. Se a infância de todos os pais tivesse sido feliz talvez eles não precisassem de a idealizar. Simplesmente, porque sempre que somos felizes o melhor do mundo é o futuro.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Novos Amigos :D


Que acham? Já leram algum?